terça-feira, 10 de junho de 2014

Cartões de Comunicação

Descrição de imagem:
A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: cor de rosa são os cumprimentos e demais expressões sociais, (visualiza-se o símbolo "tchau"); amarelo são os sujeitos, (visualiza-se o símbolo "mãe"); verde são os verbos (visualiza-se o símbolo "desenhar") ; laranja são os substantivos (visualiza-se o símbolo "perna"), azuis são os adjetivos (visualiza-se o símbolo "gostoso") e branco são símbolos diversos que não se enquadram nas categorias anteriormente citadas (visualiza-se o símbolo "fora").

Objetivo:

Os cartões de Comunicação têm como objetivo ampliar ainda mais o repertório comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão.
 Os recursos de comunicação de cada pessoa são construídos de forma individualizada, levando em consideração várias características que atendem às necessidades de cada aluno.

Público alvo:

Alunos que necessitam ampliar comunicação. São usados como um canal de comunicação expressiva e receptiva no trabalho com crianças autistas, desde que já tenha iniciado o processo de comunicação e que esteja na fase simbólica de comunicação.

Descrição da atividade:

Os cartões de comunicação podem ser utilizados em vários ambientes de acordo com o contexto que a criança se encontra.
O professor de AEE pode se utilizar dos cartões para que o aluno desenvolva por exemplo noção do esquema corporal. Nas fichas com a cor da moldura laranja, que são os substantivos, o professor pode pedir que o aluno selecionasse as figuras que representam o esquema corporal.  
Nas fichas com a moldura na cor amarela que representam os sujeitos, o professor da sala regular pode trabalhar com a imagem dos colegas da turma, identificando quem é quem, através das fotos que podem ser coladas nesses cartões.
Enfim, existe um leque de atividades que podem ser desenvolvidas tanto no ambiente escolar como no familiar através do uso dos cartões de comunicação.


Fonte: http://www.assistiva.com.br/ca.html, acesso em 10  de junho de 2014.

domingo, 20 de abril de 2014

Surdocegueira e Deficiência Múltipla – tecendo algumas informações

Surdocegueira é uma deficiência única que requer uma abordagem especifica para favorecer a pessoa com surdocegueira e um sistema para dar este suporte .
De acordo com definições de surdocegueira usados em outros países, a surdocegueira  “é uma deficiência única e especial que requer métodos de comunicação especiais , para viver com as funções da via cotidiana”.  Segundo documento definições de surdocegueira usadas em outros países (Documento sem editar), a surdocegueira é uma limitação que se caracteriza por:
  • Sérios problemas relacionados com  comunicação com o meio.
  • Sérios problemas relacionados com a orientação no meio.
  • Sérios problemas relacionados à obtenção de informação.
Deficiência múltipla é “ a associação no mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias (intelectual/visual/auditiva/física), com comprometimento que acarretam consequências no seu desenvolvimento global e na sua capacidade adaptativa”. (Vula Maria Ikonomidis).
Para Bosco “são consideradas pessoas com deficiência múltipla aquelas que têm mais de uma deficiência associada. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiência que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social”.(Coletânea UFC-MEC/2010)
O que difere a surdocegueira da deficiência múltipla é que uma pessoa surdocego ela apresenta conjuntamente a deficiência auditiva e a visual, independentemente do grau. A surdocegueira não é considerada uma deficiência múltipla, suas causas podem ser congênita ou adquirida.
Na deficiência múltipla a pessoa tem mais de uma deficiência, distintas, ela é heterogênea.  A deficiência múltipla se apresenta de várias formas, e nem sempre dois indivíduos vão apresentar os mesmos tipos de deficiência.
Para a pessoa que tem surdocegueira uma das necessidades básicas, é que se estabeleça um canal de comunicação, a fim de tirar a pessoa surdocega do isolamento e o mesmo vale para a pessoa que possui deficiência múltipla, pois conforme nos fala Ikonomidis (2010) “as consequências que a falta de comunicação pode trazer a abordagem educacional  deve ter estratégias planejadas de forma sistemática, num modelo de colaboração na qual a comunicação seja a prioridade central”.
Para a aquisição da comunicação são utilizadas várias estratégias: Comunicação corporal; Comunicação concreta; Comunicação pré-simbólica; os Símbolos Tangíveis, que são “objetos ou figuras que vão no lugar de, ou representam algo sobre o qual queremos comunicar”.  (ROWLAND,2013);


Referências:

BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010).

IKONOMIDIS, Vula Maria Apostila sobre “Deficiência Múltipla Sensorial”,2010 sem publicar.

MAIA, Shirley Rodrigues. Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. Texto elaborado pela Profa. Dra. Shirley Rodrigues Maia para apoiar no desenvolvimento das propostas de Solução para o Problema. Curso de especialização em AEE. São Paulo, 2011. 

ROWLAND Charity e SCHWEIGERT Philip - Soluções Tangíveis para Indivíduos Com Deficiência Múltipla e ou com Surdocegueira. Apostila In mimeo. Tradução Acess. Revisão: Shirley R. Maia - 2013.


SERPA, Ximena Fonegra, Comunicação para Pessoas com Surdocegueira. Tradução do livro Comunicacion para Persona Sordociegas, INSOR-Colômbia 2002.

domingo, 23 de março de 2014

Um olhar sobre a Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em construção



A educação das pessoas com surdez sempre esteve marcada pela grande discussão entre os defensores dos gestualistas e dos oralistas, para estes, o foco do sucesso ou fracasso escolar está em suas práticas pedagógicas específicas. O que se vê é na verdade a disputa sobre aceitação de uma ou outra língua.
A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva inclusiva nos leva a ver a pessoa com deficiência como um ser com capacidade e com potencial, assim, não comungamos com a afirmação de que o problema de aprendizagem da pessoa com surdez está na língua. Mas, como afirma Damázio (2010) “[...] também na qualidade e na eficiência das práticas pedagógicas.” (DAMÁZIO, 2010, p. 47).
Pensar uma prática inclusiva para o ensino de pessoa com surdez é urgente; para construir essa prática pedagógica é necessário que o foco não esteja na deficiência, e sim no desenvolvimento das potencialidades desses alunos, que nos permita ver o aluno com surdez em sua singularidade e diferença.
Corroboramos com Damázio (2010) quando nos diz que “é necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva”. (DAMÁZIO, 2010, p. 48). Entendemos que todos dentro do ambiente escolar necessitam ser estimulados, desfiados.
O fazer pedagógico para os alunos com surdez numa escola inclusiva deve ser desenvolvido em um ambiente bilíngue, isto é, um espaço que se utilize da Língua de Sinais e a Língua Portuguesa.  
O Atendimento Educacional Especializado para pessoa com surdez segundo Damázio (2010) “deve ser visto como construção e reconstrução de experiências e vivências conceituais” (DAMÁZIO, 2010, p. 49). O mesmo é composto de três momentos pedagógicos, que são: Atendimento Educacional Especializado em Libras, Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras e Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa.


Atendimento Educacional Especializado em Libras


O AEE em Libras precisa ser feito diariamente no turno contrário ao que o aluno estuda, devem ser usados muitas imagens e todo tipo de referências que visem ajudar o aluno na aprendizagem dos conteúdos curriculares.  Os professores do AEE em Libras devem registrar o desenvolvimento do aluno, fazer relação de todos os conceitos trabalhados, organizando a representação dos mesmos em forma de desenhos e gravuras, que devem ficar no caderno de registro do aluno.


Atendimento Educacional Especializado para o Ensino da Língua Portuguesa


O ensino que deve acontecer na sala de recursos multifuncionais e no contra turno ao que o aluno estuda e deve ser feito preferencialmente com um profissional que conheça os pressupostos linguísticos teóricos. O atendimento deve ser diário, e o professor necessita estimular diariamente o aluno, provocando-o a enfrentar desafios.  A escrita sempre vai estar presente no AEE para o Ensino da Língua Portuguesa, a avaliação deve ser processual, para que o professor possa visualizar os avanços do aluno e assim, poder redefinir seu planejamento quando necessário.


Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras


O AEE para o ensino de Libras deve ser iniciado com o diagnóstico do aluno e deve ocorrer diariamente o contra turno ao que o aluno estuda na sala regular. O atendimento deve ser feito por um professor e/ou instrutor de Libras de preferência que seja surdo, e ser realizado de acordo com o desenvolvimento da Língua de Sinais em que o aluno se encontra. O planejamento deve ser realizado a partir do diagnóstico do conhecimento que o aluno tem sobre a Língua de Sinais.


Referência


DAMÁZIO, Mirlene F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p.46-57.