domingo, 8 de dezembro de 2013

AD - Audiodescrição

Por audiodescrição Franco e Silva nos descreve como sendo o processo de “[...] transformação de imagens em palavras para que informações-chave transmitidas visualmente não passem despercebidas e possam também ser acessadas por pessoas cegas ou com baixa visão”. (FRANCO e SILVA, 2010, p.19).

Esse recurso da tecnologia assistiva permite a participação de pessoas com deficiência visual a cinemas, teatros, museus, jogos de futebol, garantindo assim a inclusão.

No Nota Técnica n. 21/2012 o Ministério da Educação apresenta dispositivos legais para a produção de livros em formato digital acessível, de acordo com o software Mecdaisy. O Mecdaisy permite a criação de livros digitais falados e sua reprodução em áudio, gravado ou sintetizado, ampliando significativamente a participação das pessoas com deficiência visual no campo literário.

Como sugestão de atividade para professores de sala regular de ensino e para professores de AEE, deixo o curta metragem “Flores e árvores” em audiodescrição. De 1932, esse foi o primeiro desenho animado produzido em cores pelo stúdio Walt Disney.
Ao utilizar o desenho animado com audiodescrição, o professor estará proporcionando acessibilidade aos alunos com deficiência visual e também dando a acesso aos alunos de um modo geral a perceberem detalhes que muitas vezes passam despercebidos, além de poder trabalhar temas como preservação da natureza, amizade, intriga, ciúmes, raiva bem como trabalhar com eles que todo ato tem uma consequência e que nem sempre é boa.



REFERENCIAS:

BRASIL. Nota Técnica nº 21, de 10 de abril de 2012. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=10538&Itemid=. Acessado em: 08 de dezembro de 2013.

FRANCO, Eliana Paes Cardoso; SILVA, Manoela Cristina Correia Carvalho. Audiodescrição: breve passeio histórico. In: MOTTA, Lívia Maria Villela de Melo; FILHO, Paulo Romeu (Org). Audiodescrição: transformando imagens em palavras. São Paulo: Secretaria do Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência, 2010. Disponível em: http://www.vercompalavras.com.br/download/audiodescricao-transformando-imagens-em-palavras.pdf. Acessado em 08 de dezembro de 2013.

Curta Metragem " Flores e Árvores, acessado em http://www.youtube.com/watch?v=eMp_T87rGvw.

domingo, 20 de outubro de 2013

Atividade Letras cadentes

A atividade escolhida chama-se LETRAS CADENTES, a mesma faz parte de um conjunto de atividades disponível no software GCompris. O GCompris é um software de aplicações educacionais que compreende numerosas atividades para crianças de idade entre 2 e 10 anos. O software pode ser baixado. Algumas atividades são de acesso livre e outras para ter acesso, têm que pagar. Passos para o acesso a atividade Letras cadentes:
Passo 1 – Acesso ao Gcompris.
Passo 2 – Clicar na imagem do gatinho que tem o mouse e teclado na mão. Menu – o computador.
Passo 3 – Clique na imagem do teclado.
Passo 4 – Escolher a atividade. Nesse caso como utilizo a versão gratuita a atividades disponível é a Letras cadentes.
Tela da Atividade Letras cadentes. Descrição: Digite a letra que está caindo antes que ela atinja o chão Pré-requisito: Manipulação do teclado Objetivo: Reconhecimento, no teclado, das letras que aparecem na tela. Manual: Digite a letra que está caindo antes que ela atinja o chão Essa atividade ajudará o aluno com Deficiência Intelectual a conhecer um dos periféricos do computador, que é o teclado, bem como ajudará no reconhecimento das letras do alfabeto. É uma atividade que exige concentração, pois o aluno tem que está atento para as letras que caem. O professor do AEE, através da opção preferência (identificado com a imagem de uma chave de boca), poderá configurar a atividade, selecionando o idioma, habilitando o sons, e somente texto em letras maiúsculas. Ao habilitar sons, a criança ouve o nome da letra, o que facilita o reconhecimento. Fonte para pesquisa: http://www.gcompris.net

domingo, 8 de setembro de 2013

Recurso da Tecnologia Assistiva

Segundo Bersch, “O serviço de tecnologia assistiva na escola tem por objetivo prover e orientar a utilização de recursos e/ou práticas que ampliem habilidades dos alunos com deficiência, favorecendo a participação nos desafios educacionais. A tecnologia assistiva pode ser um recurso facilitador, um instrumento ou utensílio que especificamente contribui no desempenho nas tarefas necessárias e/ou desejadas e que fazem parte dos desafios do cotidiano escolar.” Segue abaixo um exemplo de TA. Roller Mouse
O mouse apresenta as funções do mouse padrão e outras, o que torna possível a sua utilização por pessoas com deficiência física. O mouse apresenta quatro (4) teclas especiais grandes e coloridas para as funções de: Click - função igual a do mouse normal - Tecla da direita - função igual a do mouse normal - Duplo-Click - tecla especial para duplo click automático - Meio-Click, - tecla especial para a função de travamento em arrastos (drag), o que dispensa ficar pressionando a tecla nos arrastos, e rolamentos. O uso do roller mouse é muito útil para pessoas que não conseguem segurar movimentar o mouse normal. Referência BERSCH, Rita. Tecnologia Assistiva. Recursos e Serviços que promovem a Inclusão Escolar. Terra Eletrônica, site: http://www.terraeletronica.com.br/roller_mouse.htm, acesso em 01 de setembro de 2013.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O papel do professor do AEE na perspectiva da Educação Inclusiva

O Atendimento Educacional Especializado-AEE é um serviço da Educação Especial que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades de ensino. O AEE segundo a Politica Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva deve:
O atendimento educacional especializado idêntica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas. (SEESP/MEC, 2008 p. 17).

A Resolução n.4, de 2 de outubro de 2009 em seu artigo 2º nos diz que o AEE tem como função “[...] completar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem.”
Diante do exposto entendemos que o papel do professor do AEE extrapola a Sala de Recursos Multifuncionais-SEM, visto que ao tempo em que o mesmo identifica, elabora e organizam os recursos pedagógicos, ele deve também promover estratégias que eliminem as barreiras para a plena participação do aluno, na escola, bem como para o desenvolvimento de sua aprendizagem, assim o mesmo deve estabelecer parcerias com todos os profissionais da escola, orientando-os quando necessário para que todos possam contribuir para o sucesso do aluno com deficiência. O professor do AEE muitas vezes será um elo entre o professor da sala regular e o aluno com deficiência, assim, o diálogo constante com o professor da sala regular será de suma importância para o desenvolvimento da aprendizagem do aluno.
Para que o professor do AEE possa atender a um aluno com deficiência em todas as suas particularidades, ele precisa antes de tudo conhecer seu aluno, daí a importância de se fazer um estudo de caso. Esse conhecimento se dará através de conversa com o professor da sala regular, conversa com alguns colegas de sala da criança, entrevista com os familiares, leitura do diagnóstico médico, e se possível conversa com os profissionais que por ventura acompanhem a criança. De posse desses dados o professor do AEE deverá elaborar o plano do AEE.
Na Resolução n.4, de 2 de outubro de 2009 em seu artigo 9º afirmar que: “ A elaboração e a execução do plano de AEE são de competência dos professores que atuam na sala de recursos multifuncionais ou centros de AEE, em articulação com os demais professores do ensino regular, com a participação das famílias e em interface com os demais serviços da saúde, da assistência social, ente outros necessários ao atendimento.” Portanto o plano do AEE é a bússola que guiará o professor de AEE para que o mesmo consiga atingir o sucesso no seu atendimento.  

REFERENCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008.


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Resolução n. 4, de 02 de outubro de 2009. Disponível em http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13684%3Aresolucoes-ceb, acessado em 05 de agosto de 2013. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Filmes sobre a temática Educação Especial/Inclusiva



  • "Meu nome é Rádio" baseado em fatos reais, conta a história de superação de um jovem, que apresentava uma deficiência, e um treinador de futebol americano, que ao lecionar num colégio buscou fazer a diferença, inserindo James num âmbito escolar.


  • "Lágrimas do Silêncio" Uma mulher deficiente auditiva tenta reconstruir sua vida depois que um acidente de carro que mata seu marido.
 
  • "Ensaio sobre a cegueira": Uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira atinge uma cidade. Chamada de "cegueira branca", já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico (Julianne Moore), que juntamente com um grupo de internos tenta encontrar a humanidade perdida.  

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Visitem o site da SECADI

Para aqueles que desejam aprofundar seus conhecimentos sobre Educação Especial, convido os mesmos a fazerem uma visita no site da Secretaria de Educação Especial, que devido a sua extinção, seus programas e ações estão vinculados a SECADI - Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Além dos Marcos Políticos Legais vocês vão encontrar textos sobre a temática, Revista Inclusão, e a Coleção "A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar" e muito mais.

Acessem: http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=860

Documentos Legais que definem a Educação Especial


  • Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva  
http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf
  
  • Resolução Nº 4, de 2 de outubro de 2009
 http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf
 
 
  • Decreto 7.611 de 17 de novembro de 2011
 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Decreto/D7611.htm

Sugestões de vídeos sobre tecnologias

O primeiro vídeo Help Desk na Idade Média nos mostra o desafio de um homem frente ao desconhecido, nesse caso, um homem tem em sua frente um livro encadernado, e o mesmo não sabe como manusear e pede por ajuda, a cuirosidade,o medo e a insegurança não o impede de conseguir manusear o mesmo.

O segundo vídeo WEB 2.0, nos mostrar um mundo de possibilidades, onde tudo e todos estão conectados, ligados, como no vídeo mesmo é dito..."pessoas compartilando, trocando e colaborando..." No entanto o video nos chama a aatenção para a necessidade de refletirmos sobre o que acontece nesse mundo e nos conclama a repensarmos, como podemos ver no video precisamos:

"Nos precisamos repensar algumas coisas...
Repensar a autoria,
Repensar a identidade,
Repensar a ética,
Repensar a estética,
Repensar a retórica,

Repensar o ato de governar,
Repensar a privacidade,
Repensar o comércio,
Repensar o amor,
Repensar a família,
Rensar nós mesmo".

 http://www.youtube.com/watch?v=Wqi-f32yROY
 


http://www.youtube.com/watch?v=NJsacDCsiPg





Convite a leitura!

Convido a todos a lerem o Relato de Experiência que se encontra na página 53 do livro aberto cujo título é "O Atendimento Educacional Especializado na Rede Regular de Ensino de Florianópolis/SC", o presente relato nos mostra como está sendo feito o atendimento no referido município, bem como a necessidade de se estabelecer parcerias para que o atendimento a pessoa com deficiência seja realizado de forma significativa.

Fonte: http://livroaberto.ibict.br/bitstream/1/919/1/experiencias_educacionais_inclusivas_.pdf, acessado em 19 de maio de 2013.


http://livroaberto.ibict.br/bitstream/1/919/1/experiencias_educacionais_inclusivas_.pdf

Educação à distância: ampliando horizontes

Educação à distância: ampliando os horizontes

Ana Angélica Pinheiro de Azevedo
Aracaju/SE, 29 de abril de 2013.

José Manuel Moran em seu texto “O que é um bom curso a distância” nos remete a olharmos para a nossa experiência enquanto alunos em sala de aula e faz um paradoxo em relação aos cursos, os que prometem muito, tem todas as condições de serem bons e nada acontece e os que por algum motivo parecem não ser bons e acabam sendo ótimos. O texto traça o perfil de um bom curso a distância, para Moran (2007)

Um bom curso é aquele que nos entristece quando está terminando e nos motiva para encontrarmos formas de manter os vínculos criados. Um bom curso é aquele que termina academicamente, mas continua na lista de discussão, com trocas posteriores, os colegas se ajudam, enviam novos materiais, informações, apoios. Bom curso é aquele que guardamos no coração e na nossa memória como um tesouro precioso. Professores e alunos precisamos estarmos atentos para valorizar as oportunidades que vamos tendo de participar de experiências significativas de ensino/aprendizagem presenciais e virtuais. Elas nos mostram que estamos no caminho certo e contribuem para nossa maior realização profissional e pessoal (MORAN, 2007)


Já em seu texto “Contribuições para uma pedagogia da educação on-line”, o autor define o que vem a ser educação on-line, as questões específicas e os novos desafios que ela nos traz, para MORAN, a educação on-line “é utilizada em situações onde o presencial não dá conta, ou levaria muito tempo para atingir um numero grande de alunos em pouco tempo”. Vem nos falar dos múltiplos papéis do educador on-line, as dificuldades na educação on-line, os vários modelos existentes de cursos pela internet e traz uma proposta pedagógica para cursos semipresenciais pela internet.
Ser aluna desse curso a distancia é uma oportunidade ímpar, primeiro porque é “gratuito”, segundo porque traz a oportunidade de me preparar para trabalhar numa sala de Atendimento Educacional Especializado-AEE, terceiro porque em nosso Estado só temos cursos de pós-graduação em Educação Inclusiva/Libras, e não seria possível devido às atividades profissionais ir fazer esse curso fora do Estado. Assim, a educação à distância amplia esse horizonte, algo que estava longe, praticamente impossível, torna-se possível graças às novas tecnologias em prol da educação. Dificuldades todos nós temos em todo curso seja ele presencial ou não, no caso do ensino a distancia o que será preciso é muita força de vontade, fé, coragem e disciplina nos estudos, reservar um tempo para leitura e acesso a plataforma de ensino, essas são dificuldades que temos que transpor. Outra dificuldade que algumas pessoas enfrentam é a falta do contato físico, o que será minimizado através dos nossos encontros presenciais e dos diálogos que podemos manter com nossas colegas através da plataforma, correio e telefone, para dividirmos angústias, somarmos conhecimentos e trocarmos experiências.


Bibliografia
MORAN, José Manauel, MASETTO, O que é um bom curso a distância? Texto publicado no boletim do Programa Salto para o Futuro da TV Escola sobre educação a distância em 2002 e disponível no endereço: http://www.eca.usp.br/prof/moran/www.tvebrasil.com.br/salto%22
MORAN, José Manuel, MASETTO, Contribuições para uma pedagogia da educação on-line. In: SILVA, Marco (Org.). Educação online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003. p. 39-50.